sábado, 8 de novembro de 2008

Pessoas saudáveis têm mais condições de contribuir para formar pessoas saudáveis..Dr..Augusto Cury

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Só pessoas sensíveis como ele nos colocam no pódio da educação...

*Como pesquisador da complexa inteligência,não me curvaria diante de nenhuma autoridade política e de nenhuma celebridade,mas me curvaria diante de todos os professores e alunos do mundo.São eles que podem mudar o teatro social.São atores insubstituíveis.Dedico humildemente O código da inteligência a cada um deles...*

Já adquiri o meu exemplar,e a dedicatória não foi só p mim...Mas para Você Professor Pacheco .Olha aí o que veio no meu livro*Ao Amigo Prof José Pacheco,você é uma estrela no teatro da educação*Augusto Cury

Fiquei feliz por ser a mensageira de tal recado...Um gde abraço fraterno Dr Augusto Cury

Recebi este texto e resolvi dividí-lo:Professora Denise da Silva Bícego de Barros

Leciona Inglês para ed infantil e fund I.

A Sensibilidade de um Homem Vendedor de Sonhos...

PALESTRA : AUGUSTO CURY
08/11/2008

Sei que é impossível conseguir reportar grandiosa fala e presença do nosso querido Dr. Augusto Cury. Mesmo assim, eu, com minhas limitações e longe de achar que sei uma vírgula do que ele sabe e é, mas com muita boa vontade e esperança, tentarei passar algumas idéias que consegui anotar durante a palestra. Foi muito complicado ouvir, assisti-lo e tentar escrever, pois cada fala dele fazia borbulhar em nós sentimentos que, sem perceber nos tomava conta, deixando-nos emocionados, outra hora estáticos, ou pensativos, enfim, nos fez mergulhar profundamente em nós mesmos, nos pensamentos e nas belezas da vida.
Logo no início da palestra, ele diz mais ou menos assim:
"Muitos se curvam diante de reis, mestres e outras tantas grandes autoridades... Mas eu, humildemente um simples homem e ser humano, me curvo diante de vocês todos da platéia e agradeço muito pelo carinho e presença aqui..."
Em seguida ele pede para que caminhemos com ele numa linda história pra dentro de nós mesmos, deixando pra trás as mazelas e vislumbrando as belezas e perfeições que temos em nossas vidas.
Diz que precisamos fazer uma mesa redonda com os nossos medos, encará-los de frente e deixar o Eu sair da platéia para ser o ator principal da nossa história. O Eu precisa reunir com tudo aquilo que nos controla e direcioná-los. Só assim, seremos donos de nossas vidas, tomaremos as rédeas e nos guiaremos por caminhos melhores.
Ah! O encantamento!... Onde anda nossa admiração pela vida? Pelo belo, pelo simples... É preciso se encantar com a existência para não nos transformarmos em meras máquinas, reprodutoras de conhecimentos, escravos do sistema.
Falou para encararmos nossos medos e ensinar nossos filhos e alunos a virarem a mesa dos medos deles, se tornando resistentes às ditaduras de colegas, estética e outras mais impostas pelo sistema.
Para isso, nós temos que fazer uma higiene mental, cuidar da nossa mente, como o nosso corpo, ela também precisa de cuidados. Precisamos ter um Eu que perdoe, que compreende, pois muitos vão errar conosco em nosso caminho, mas ao invés de revidar, precisamos perdoar entender, pois também são vítimas do sistema em que vivemos.
Dr. Cury disse que devemos ser líderes da nossa história. Um líder só é digno de ser líder, se aprender a se fazer pequeno e a fazer dos pequenos, os grandes. Precisamos apostar em quem não merece. Dar tudo o que temos aos que nada têm. Temos que nos colocar aos pés dos pequenos.
Uma sociedade que aplaude apenas aqueles que vão pro pódio é uma sociedade doente, pois a minoria irá e muitos dos que não vão fazem tanta ou mais história no anonimato do que os que foram.
Precisamos aprender a nos colocar no lugar doa outros. Isso é ir além dos sons e das imagens. Enxergar o que está oculto e não simplesmente julgar pelas aparências, pelo que vimos e ouvimos. Pois muitas vezes o que ouvimos nos engana. Isso porque dificilmente conseguimos raciocinar bem numa situação de stress e tensão.
Nunca espere que uma pessoa raciocine num momento de alto stress. Isso é impossível, pois sob pressão podem se abrir janelas killers na mente e bloquear todas as outras das sensatas, as do equilíbrio.
Jesus perdoou a humanidade e seus agressores porque percebeu que estavam presos nas janelas killers do preconceito.
Como o mundo está carente de perdão, de humildade, de tolerância, de sonhos... Formamos grandes doutores, mas as pessoas saem das universidades despreparadas para a vida porque passamos somente a informação para elas. E a informação gera um poder que não percebe o outro.
Uma professora pressionando um aluno em grupo o aprisiona nas janelas killers da sua mente. Isso pode acontecer numa fração de meros cinco nós que mudam a história desse aluno, pois ele nunca mais pode conseguir falar em grupo.
Ao contrário, se ela o elogiar, incentivar, acreditar que ele é capaz, a história se inverterá. O poder do elogio e da valorização do EU é muito mais importante que o poder da pressão.
Estamos cometendo um grande erro por não ensinar teorias que levem a compreender o processo da construção dos pensamentos nas escolas.
"Educar é estimular o EU a ser altruísta e solidário, inclusive consigo mesmo."
Aceite seus erros, assuma-os. Faça deles um aprendizado. Nossos erros podem ser nossas grandes oportunidades na vida.
Dê estrelas para quem você ama. Seja criativo, se humanize. Diga para as pessoas o quanto elas são belas e importantes pra você.
Conquiste primeiro o território da emoção e em segundo o da razão. Primeiro elogie, depois fale do erro. Assim, a pessoa estará com as janelas corretas da mente abertas para ouvir e raciocinar.
Seja flexível. Surpreenda. Prometa para si mesmo nunca mais dançar a valsa da vida com as pernas engessadas...
Não dê broncas e conselhos mil. Ao invés disso, fale de suas derrotas para que o outro entenda que ninguém é digno de seu pódio se não souber trabalhar seus fracassos.
Exercite a resiliência: aprenda desenvolver capacidades de suportar seus limites, suas frustrações, seus erros.
O sofrimento só nos faz crescer quando nosso EU toma conta de nós, aprende a reciclar nossos pensamentos, criticar nossos medos.
Faça uma revolução intrapsíquica: Uma revolução da memória através do treinamento psíquico, com a técnica DCD:
D U V I D A R
C R I T I C A R
D E T E R M I N A R
OBS.: Na espécie humana, o medo é aprendido, não vem do código genético. Então, todo medo que nossos filhos têm, foram passados por alguém, na maioria, por nós mesmos.
Nossa sociedade, principalmente os jovens e as crianças, estão doentes, sofrem de SPA:
S Í N D R O M E D O P E N S A M E N T O A C E L E R A D O
Essa síndrome é gerada pelo excesso de informações e de atividades que recebem diariamente.
Estudo, esporte, cultura, tudo é bom, mas não de uma vez. Precisamos ter tempo para nós, nossas crianças precisam ser crianças, precisam brincar de maneira criativa, aprender a ficar sem fazer nada, a parar, refletir, a admirar a natureza, as coisas simples. O excesso de atividades é um grande problema hoje.
O EU é o gestor do intelecto. Ele é um fenômeno consciente. Os fenômenos inconscientes, atores coadjuvantes do EU são:
JANELAS DA MEMÓRIA - noção espacial GATILHO DA MEMÓRIA – auto compreensão no processo de comunicação AUTOFLUXO - idéias e imagens mentais
Quando alguém agir de forma incorreta com você, não revide e nem abra janelas killers na mente. Aprenda a se perguntar.
Quem? , Por quê? , Qual a natureza dessa ofensa? , O que tem por trás dessa pessoa? , Qual será sua história?
- Aprenda a proteger a emoção;
- Não exija das pessoas o que elas não podem dar (lembre-se: primeiro elogie ou silencie e só depois critique)
- Doe-se e diminua as expectativas em relação aos outros. Não espere nada em troca.
- Selecione suas atividades. Não viva em função da quantidade de informação;
- A beleza está nos olhos de quem vê;
- Não precisamos ter uma história saudável para sermos saudáveis. Basta criar uma plataforma na mente para sobrevivermos ainda que na mazela;
- Seja um grande vendedor de sonhos (sonhos não são desejos, são projetos de vida).

Sei que não escrevi nem a metade do que ele nos passou, mas antes pouco do que nada.
Por fim ele termina dizendo mais ou menos assim: "Que quando eu me encontre repousando num túmulo, que todos se lembrem de mim, não como um doutor, mas como um humilde homem, apaixonado pela humanidade..."
Até hoje não voltei ao meu normal e, creio que isso nunca mais aconteça, pois muita coisa mudou dentro de mim, pra melhor, é claro. Além disso, suas palavras soam forte no meu peito e quero colocá-las em prática, no meu dia-a-dia, em minhas metas, em meus planos de vida, construindo meus sonhos e, quem sabe, até vender alguns. Rsrs!!!


terça-feira, 21 de outubro de 2008

fotos encontro Românticos Conspiradores encontro do dia 13/09

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Carta de Princípios/Românticos Conspiradores SP

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Rede Românticos ConspiradoresCarta de Princípios do Núcleo São Paulo“... é preciso afirmar que há, no Brasil, muitos professores que dão sentido às suas vidas, dando sentido à vida das crianças e das escolas. Sinto-me um privilegiado por, após três décadas de trabalho numa escola que ousou provar que a utopia é realizável, encontrar no Brasil tanta generosidade e responsável ousadia.” (1)O movimento Românticos Conspiradores constitui-se de uma rede colaborativa formada por pessoas que militam pela transformação da Educação Pública (2) . Nossa finalidade inicial é a de promover a comunicação e o apoio mútuo entre pessoas, organizações e projetos que tenham por objetivo contribuir para a superação dos arcaicos paradigmas educacionais vigentes.Somos pessoas conscientes de que os modelos educacionais e as práticas educativas possuem decisivas condicionantes sócio-culturais. Este fato exige que, para a transformação da Educação, tenhamos de ultrapassar seu âmbito restrito, englobando as dimensões sociais, políticas e culturais.Temos a convicção de que a Educação atualmente praticada não contribui para que as gerações futuras tenham condição de superar os cruciais desafios postos para e pela humanidade. Mais do que isso, essa educação acaba por incentivar a formação de pessoas que tendem a reproduzir o modo de pensar, sentir, agir e viver que produziram tais desafios. Para que os atuais paradigmas educacionais possam ser superados é necessário estabelecer novas concepções que apontem formas alternativas de pensar, estruturar e praticar a Educação.Tendo como síntese de nossa visão o trinômio autonomia-responsabilidade-solidariedade, apresentamos nossos princípios gerais, assim como alguns exemplos de seus desdobramentos educacionais. A finalidade é tanto orientar a ação dos membros da rede Românticos Conspiradores como esclarecer àqueles que queiram participar ou formar novos núcleos. São estes princípios que, a nosso ver, devem fundamentar a vital transformação da Educação, para que esta possa corresponder às necessidades das pessoas e das sociedades contemporâneas.1. Educar para a IntegralidadeA educação deve contemplar a humanidade dos educadores e educandos em sua totalidade, sendo coerente com a indivisibilidade das dimensões biológica, mental e espiritual de cada pessoa. Assim como cada ser humano possui diferentes limites, possui também diversas potencialidades que poderão, ou não, ser desenvolvidas e expressas a partir das formações e transformações que ocorrem durante toda a vida. Para isso a educação deve ser um processo intencional, contínuo e transformador, que leve a integralidade e que repercuta durante toda a vida.Desdobramentos: educação integral (3), transdisciplinaridade, currículo aberto, aprender a conhecer-fazer-conviver-ser, educação continuada.2. Educar em Solidariedade A educação é um processo relacional, possuindo um caráter social que deve ser assumido nas práticas educativas. A solidariedade, mais do que um objetivo ético a ser atingido, é uma condição primordial para a realização do trabalho educativo. Portanto, este só se desenvolverá plenamente se considerar e incluir as diversas relações entre todos os atores envolvidos: educandos, educadores, gestores, famílias e comunidades. No caso da escola, é indispensável que abra suas portas à comunidade, a fim de constituir-se em pólo integrador e irradiador do saber e do esforço social pela educação, também cabe a escola incentivar a integração dos agentes e espaços comunitários a esse mesmo esforço.Desdobramentos: comunidade educadora, docência compartilhada, ensino-aprendizagem colaborativo, pedagogia de projetos.3. Educar na DiversidadeA educação deve contemplar a originalidade e a criatividade das pessoas, valorizando a diversidade humana em todos os seus aspectos: físicos, psicológicos, culturais, etc. As práticas educativas devem ser coerentes com o fato de que as pessoas aprendem melhor segundo seus interesses e motivações, em diferentes ritmos e de diferentes formas. A noção de educação na diversidade, associada aos conceitos de integralidade e solidariedade, permite o reconhecimento tanto de nossas singularidades quanto das nossas igualdades, resultantes de nossas condições humanas e socioculturais. As diferenças, nesse contexto, devem ser consideradas como algo inerente ao ser humano, rompendo-se a lógica binária que nos fragmenta em “iguais” de um lado e “diferentes” de outro.Desdobramentos: educação inclusiva (4), pedagogia da escuta, ensino não seriado, grupos multietários, educação para a paz, pedagogia da autonomia, educação multicultural.4. Educar na RealidadeA educação deve servir para a melhora objetiva da realidade na qual ela ocorre, contribuindo para o chamado desenvolvimento local. Para tanto, ela deve ser contextualizada, integrada à vida dos educandos e de suas comunidades, aberta para a troca de experiências e conhecimentos. A educação só possibilitará à pessoa atuar efetivamente na transformação da sua realidade se proporcionar condições de autotransformação. Em outras palavras, é somente através da promoção de aprendizagens significativas que a educação contribuirá para a transformação humana e social.Desdobramentos: contextualização, extensão comunitária, ensino ativo, aprendizagem significativa.5. Educar na DemocraciaA educação que prepara para a democracia deve se dar através de práticas não-autoritárias, que permitam a ampla participação de educandos, dos educadores, das famílias e da comunidade. Só é possível uma educação para a ação cidadã se a educação for pela e na ação cidadã. As práticas educativas promotoras da liberdade, autonomia, respeito, responsabilidade, eqüidade e solidariedade devem estar associadas aos princípios anteriores para permitir que atinjamos o objetivo maior da auto-responsabilização social (5).Desdobramentos: educação democrática, não-coercitiva, educomunicação, protagonismo juvenil.6. Educar com DignidadeA dignidade específica do ofício do educador é derivada da dignidade reconhecida na pessoa do educando. O educador deve ser cônscio do seu importante papel como agente social, assumindo sua missão como tutor dos educandos e facilitador de suas aprendizagens, entendendo que a educação deve ser solidária e coletiva e a aprendizagem um processo de dupla-via – entre o educador-aprendente e educando-ensinante. O tão almejado resgate da autoridade e a revalorização social e profissional do educador passam, necessariamente, pela reformulação das formações iniciais, pela reflexão e atualização permanente das práticas educativas e, principalmente, pela constante busca da coerência entre o fazer pedagógico e as necessidades educacionais dos educandos, suas comunidades e das sociedades em geral._____________________________________________(1) José Pacheco, As Escolas Invisíveis, jornal Folha de São Paulo, novembro de 2005.(2) A educação pública é por nós entendida como aquela voltada para a população em geral, seja ela de caráter estatal ou privado.(3) A educação integral é vista aqui como aquela que considera as diversas dimensões da experiência humana: sensorial, cognitiva, emocional, moral, ética, política, cultural, estética, artística, etc.(4) O termo educação inclusiva é aqui utilizado com ressalvas, uma vez que seu uso só faz sentido em um contexto excludente.(5) A auto-responsabilização social refere-se à conscientização de que os contextos sociais são responsabilidade de todos e de cada um, visando que as pessoas e comunidades tenham condição de se apropriar das suas realidades e transformá-las.
Assinam esta Carta e assumem estes Princípios:
Adriana Aparecida de Castro Albertina (Tina) da Assenção Madureira RodriguesAlfredo GiorgiAna Maria Neves CamposAngelo Lourival RicchettiCarla LamDaniela de Almeida Bittencourt MoraesDora IncontriEdna Aparecida dos Santos DomingosElaine Naldi MartinsGumercindo (Guga) DoreaLuci Castor de AbreuLuiz de Campos JuniorMaria Cláudia Viera FernandesMaria Lucinda C. R. MoraisMaria Luiza GasparMaria Teresa da Silva Teixeira PintoMaria Veridiana (Veri) CamposPaula Cristina de Melo FutadaSimone Alcântara FreitasSimone Alonso Kishiue Suely CostaValéria Araújo Drigo

Reunião Conspiradores Romanticos da Educação

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Participaram do encontro:Adriana de Castro, Albertina da Assenção, Ana Maria Neves, Angelo Lourival Ricchetti, Cândida M. B. Mottecy, Carla Lam, Célia Elizabeth Carmignani Mitne, Cirena Calixto da Silva, Clarete Zandrajch, Eloisa Ponzio, Gumercindo Rocha Dorea Filho (Guga), José Antonio Lofrano, Jovelina Magalhães, Luiz de Campos Jr., Maria Lucinda Coelho, Maria Teresa da Silva Teixeira Pinto, Natália Godoy Rodovalho, Regina Inês da Silva, Rosa Cleide Marques, Simone Alcantara Freitas, Suely Costa, Valeria Araujo Drigo, Valquíria Regina FagundesNo dia 13 de setembro de 2008, das 14h30 às 18h30, realizou-se a 5ª reunião do Núcleo de São Paulo, na Escola Espaço Aberto, na Vila Mariana. Presentes 24 pessoas, incluindo representante do núcleo de Santos. Coordenação de Luiz de Campos. Foi distribuído o boletim Românticos Conspiradores - Informativo do Núcleo Regional São Paulo, ano 0 - número 1- setembro de 2008, com contribuição de Ana Maria Neves, Carla Lam, Guga Dorea e Luiz de Campos Jr. Texto sobre Princípios do conspirador Guga; e a Capa e contra-capa com trecho da introdução da dissertação de mestrado de Denise K.P. Furgeri, Do enorme ao pequeno, do dizer à escuta, do prescrever à leitura: Lugares de constituição de uma Orientadora Pedagógica, Unicamp, 2001 e os textos internos são Reflexões sobre a Discussão no Fórum, de Guga Dorea. Teresa leu trechos e recitou poesia de Jacob Levy Moreno, parte do livro As Palavras do Pai, Editorial Psy, Campinas, 1992.Carla fez balanço quantitativo das participações no fórum de debates para a elaboração da Carta de Princípios. Luiz reuniu as idéias apresentadas no Fórum sobre a Carta de Princípios, agrupando-as em sete tópicos: 1. Originalidade e Criatividade do Ser Humano; 2. Construção da Humanidade; 3. Democracia, cidadania e auto-responsabilização; 4. Contextualização; 5. Currículo e Ensino; 6. Relação professor-aluno; 7. Trabalho em equipe, voluntário e remunerado.Discutiu-se o modo de trabalharmos naquele momento estes tópicos. Levantados as seguintes interrogações/cuidados: amanhã, no futuro, quando não estaremos juntos, como aqui e agora, como vamos lidar? Como vamos agir? O que faremos a partir de 2009? (Rosinha); Os contextos são diferentes, As ações são diferentes. É preciso saber o que o outro pensa. O que é comum para o grupo, o que o grupo acredita? Qual a concepção que temos sobre Educação e quais os princípios dessa concepção? (Valquíria). Luiz lembra que colocou no Fórum o tópico Educação, com algumas idéias, porém não teve retornos. E passou em seguida a leitura de tópico por tópico. Para o 1. Originalidade e Criatividade do Ser Humano - Sueli acrescentou o princípio da Simplicidade e Objetividade. Valéria falou de sua vontade de trabalhar para reacender a paixão do professor no seu relacionar. Colocou o principio da Simplicidade e Paixão. Lucinda completou a idéia com sua dedicação ao resgate da paixão dos professores desiludidos. Na leitura do tópico 2. Construção da Humanidade foram feitas as seguintes colocações: acrescentar a dimensão Espiritual (Teresa); a disciplina dos Sentidos (Sueli); resgatar o “cheiro” da Educação, o “ouvir”, desligar o piloto automático...(Adriana); procurar ver o mundo sempre de jeitos diferentes, porque a criança é isso que busca, procurar os significados, apaixonar-se sempre (Alberto). Os demais tópicos foram lidos por Luiz sem que houvesse alterações aos princípios que os compõem. Exceção ao tópico 7. Trabalho em equipe, voluntário e remunerado para que se acrescente a Paixão (trazida por Valéria). Luiz sugere que a Carta de Princípios acompanhada de uma Carta de Intenções. Valquíria diz-nos que Princípio é Semente, algo que nos unifica; Alberto diz que é um Começo. Após pausa para café, Carla e Lucinda apresentaram situação de inscritos no Fórum e quais critérios para a participação de novos nas reuniões presenciais: primeiro se inscreverem, consultarem blogs e receberem convite pessoal. Apresentaram, em seguida, aqueles que estavam pela primeira vez em reunião presencial: Natalia; Adriana de Goiânia que diz “A arte de educar é como fazer as aparas do conhecimento como as aparas dos espinhos de uma rosa para não machucar quem vai recebê-la, preservando a beleza humana.”; Beti de São Paulo psicóloga, Zé António de Guachupé, Minas Gerais, psicólogo, professor universitário; Jovelina de São Paulo, Cirena, coordenadora pedagógica de escola pública de Guarulhos e Valéria, estudante de Pedagogia, de São Paulo. Lucinda em seguida propôs que as pessoas formassem grupos de 2/3 para aprimorarem o (s) tópico (s) que tenham interesse, e/ou criar novos. O que foi feito e compromissado a discutirem entre si para o resultado ser colocado no Fórum até dia 28 de setembro. Luiz disponibilizará tópicos e textos de apoio no Fórum. Marcada próxima reunião para dia 11 de outubro, sábado, das 14h30 às 18h30, local a definir. Lembrou-se que necessário será elaborarmos Carta de Intenções. Carla avisou que recebe apoio para elaboração de informativo. Terminou-se a reunião com leitura de poema de Arnaldo Antunes, trazida por Guga, e uma dança circular do nordeste brasileiro.Memória foi elaborada por Maria Teresa Teixeira.

domingo, 19 de outubro de 2008

Malhação Cerebral - Neuróbica

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Conceito
Trocar de mão para escovar os dentes é bom para o cérebro.
O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência e, assim, realizando um exercício de Neuróbica.
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.


Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que Neuróbica, a "aeróbica dos neurônios", é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa.

Exercícios mentais
O desafio da Neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Exemplo de exercícios:
Use o relógio de pulso no braço direito;
Escove os dentes com a mão contrária da de costume;
Ande pela casa de trás para frente;
Vista-se de olhos fechados;
Estimule o paladar, coma coisas diferentes;
Veja fotos de cabeça para baixo;
Veja as horas num espelho;
Faça um novo caminho para ir ao trabalho;
Troque o mouse de lado;
A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro.
Então vamos melhorar nossa performace cerebral??Tudo de Bom!! Adriana De Castro

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Hipocrisia Pura_Claudio de Moura Castro ilustra bem neste artigo

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Claudio de Moura Castro Os professorese a regra de três
"Nossos professores não aprenderam a ensinare, como conseqüência, nossos alunos não aprendemo que deveriam aprender"
Ato I. Oitocentos professores no auditório. Peço que levantem a mão aqueles que aprenderam a ensinar "regra de três" na faculdade de educação. Surpresa! Nem uma só mão levantada. Ou seja, não aprenderam como ensinar a mais útil das ferramentas matemáticas.
Ilustração Atômica Studio
Ato II. Três mil professores no auditório. Falo com eles sobre a importância de receberem material didático bem detalhado, de forma a melhorar suas aulas e facilitar sua vida. Sou aplaudido de pé. Choram de decepção, ou de raiva, os fundamentalistas antilivros presentes ao evento. Para eles, o professor precisa inventar sua aula em vez de usar o bom material existente.
Ato III. Eu em conversa com algumas professoras. Como elas não aprenderam na faculdade a dar aula, admitem que seus alunos servem de cobaias, enquanto elas aprendem – processo que pode durar até cinco anos. É como se num curso de cirurgia os alunos estudassem apenas a psicogênese do ato cirúrgico. Ao se formarem, teriam de inventar maneiras de operar seus pacientes, já que não as haviam aprendido no curso. Pouco a pouco, aumentaria o número de sobreviventes entre seus pacientes.
Os exemplos acima não têm foros de evidência científica. Contudo, refletem a direção tomada pelos cursos que formam nossos professores. Alguns diretores de escolas públicas falam com nostalgia do velho curso Normal, no qual se aprendia a dar aula. Foi substituído por faculdades de Educação, para formar orientadores nas escolas, e pelos Institutos Normais Superiores, para formar os professores de sala de aula. Mas essas últimas instituições não eram do agrado dos gurus da nossa pedagogia. Usando seus potentes decibéis, conseguiram o seu bloqueio pelo MEC.
O resultado é trágico. Hoje são formados nas faculdades de Educação não apenas os orientadores, mas a esmagadora maioria dos que vão ser professores de sala de aula. Nessas faculdades eles ouvem falar dos livros de muitos autores, vivos e defuntos, nenhum dos quais ensina a dar aula. Em compensação, estudam as mais exaltadas teorias, tais como a luta de classes, a exploração do homem pelo homem, o imperialismo cultural, os intelectuais orgânicos e a psicogênese do conhecimento. É como se a inclusão de algum fragmento de sapiência fosse condicionada a não ter nenhuma aplicabilidade na sala de aula. Piaget não ensina a alfabetizar. Portanto, isso não se aprende nessas faculdades. Resultado: os professores se sentem perdidos diante dos seus alunos.
O educador chileno Ernesto Schiefelbein diz que um médico pode abrir um livro de cirurgia e ficar sabendo dos procedimentos aconselhados para uma apendectomia. Um educador deveria ter também um livro que pudesse consultar quando quisesse saber como ensinar a regra de três. Só que há resistência a livros tão específicos. Para nossos gurus, é errado explicitar como se ensinam tais detalhes, embora haja ampla pesquisa mostrando que isso dá bons resultados.
Entalado na controvérsia está o construtivismo, uma formulação teórica acerca da epistemologia do aprendizado. Aceitemos ou não as suas formulações, elas nada dizem sobre como os livros devem ser nem como usá-los. A subsecretária de Educação da cidade de Nova York é construtivista ferrenha e confessa. E insiste nos materiais escritos que especificam, nos mínimos detalhes, como conduzir a sala de aula. No Brasil, dizem-se construtivistas os gurus furiosos contra livros detalhados. Ou seja, o uso do livro nada tem a ver com o construtivismo. Mas tem muito a ver com o bom aprendizado. A receita é simples, precisamos de livros detalhados, em mãos de professores que aprenderam a usá-los e a dar aula. Assim se faz no mundo inteiro.
O resultado de não preparar professores para dar aula e fazer campanha contra livros é que nem a metade dos alunos da 4ª série é funcionalmente alfabetizada (todos deveriam saber ler ao final da 1ª série). O Pisa (uma prova internacional de aproveitamento escolar) nos mostrou que 23% dos nossos alunos nem sequer atingem o nível 1, o mais baixo. No total, 86% estão abaixo do mínimo esperado. A lógica é inapelável: como os professores não aprenderam a ensinar, os alunos não aprendem o que deveriam aprender.
Claudio de Moura Castro é economista

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

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Os cinco passos para desenvolver a inteligência emocional

SÃO PAULO - O ser humano é racional e emocional, invariavelmente e ao mesmo tempo, diz o coach executivo e de equipes Carlos Cruz. O indivíduo emocionalmente inteligente consegue mobilizar o que sente de forma estratégica, com o objetivo de alcançar suas metas. Ele reconhece, aceita e gerencia suas emoções."Conheço muitas pessoas que deixaram de alcançar melhores cargos por terem perdido o equilíbrio em determinado momento. Quem nunca teve vontade de mandar tudo para o ar? Acredito que a maioria de nós. O importante é saber que isso pode dar uma sensação de alívio na hora, mas será que não trará problemas depois?", questiona. Não elimine a emoçãoIsso não significa que você precisa eliminar ou ignorar o que sente e focar somente na razão. "Imagine um goleiro que vai defender um pênalti sem um dos braços. Impossível, não é? O mesmo aconteceria com uma pessoa que eliminasse a razão ou a emoção no seu dia-a-dia. Precisamos buscar a harmonia e, quanto mais a razão trabalhar com a emoção, mais força e potencial a pessoa terá", afirma o coach.Segundo ele, a atual crise financeira é um exemplo de situação que exige muito controle emocional. "Até alguns meses atrás, a bolsa de valores era tida como um ótimo lugar para investir, o que levou muitas pessoas a comprar papéis por impulso, sem estudá-los ou realizar um planejamento", diz. Hoje, com as quedas nas bolsas de todo o mundo, investidores, desesperados, estão vendendo suas ações, perdendo uma quantia considerável, sem nem mesmo esperar a recuperação do valor investido. Desenvolvendo a inteligência emocionalO especialista garante que a inteligência emocional pode ser desenvolvida, por meio de trabalhos que envolvem algumas competências do indivíduo. Ele conta que, durante seus trabalhos, procura se basear nos programas de coaching desenvolvidos por Daniel Goldman. Veja o texto elaborado por Cruz, que traz as cinco áreas que devem ser trabalhadas pelo profissional:
Eu me conheço: é a área do autoconhecimento, a sinceridade que cada um tem consigo mesmo para avaliar as suas habilidades de maneira verdadeira, abrindo-se para feedbacks, para reconhecer como as suas emoções afetam seu desempenho e a ligação entre o que pensa, sente e sua maneira de agir. Pare alguns minutos antes de enfrentar um desafio que gera tensão emocional e pergunte-se: Qual é a emoção que estou sentindo neste momento? Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação?
Eu me gerencio: nesta etapa, busco trabalhar o autocontrole, que permite à pessoa pensar antes de agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos, para não explodir e depois se arrepender. É importante ter a capacidade de se adaptar às situações para alcançar um objetivo, além de flexibilidade e foco em momentos de pressão. Tenha sempre um objetivo em mente e pense quais seriam os passos para alcançá-lo. Pergunte-se freqüentemente: qual comportamento construtivo eu posso ter agora para alcançar meu objetivo?
Motivação: os indivíduos têm um propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em frente é muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento temporal e trabalhe constante e incessantemente em busca de resultados positivos. Mobilize pessoas para alcançar a realização. Uma pessoa motivada tem iniciativa e persistência. Reflita: suas decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo?
Eu conheço os outros: nesta fase, peço às pessoas que observem para suas equipes e os colegas ao seu redor. É preciso mostrar sensibilidade ao ponto de vista do próximo, buscar maneiras de conquistar a confiança alheia e aumentar o nível de satisfação dos outros. Enxergar as diferenças como oportunidades de desenvolvimento faz toda a diferença. Avalie sua capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo. Faça uma lista das qualidades, talentos e dificuldades das pessoas ao seu redor. Pense também nas idéias pré-concebidas que você tem do seu chefe, clientes e liderados. Podem não passar de preconceitos;
Eu gerencio os outros: aqui exercitamos a liderança situacional, gerenciamos conflitos, colaboramos, trabalhamos em equipe, construímos alianças e desenvolvemos os outros. Nesta área, pode-se observar a capacidade de lidar com pessoas difíceis. Desafiar o status quo, ou seja, como as coisas são é uma forma de avaliar como você gerencia os outros. Aproveite para refletir sobre algo importante que deseja comunicar e se pergunte: o que é mais importante nesta mensagem para mim? E para os outros? Pense, ainda, se existe uma melhor maneira de dizer o que deseja.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Hipocrisia escolar

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Hipocrisia Escolar, se contrapõe em atitudes positivas e negativas que levam os educadores a refletirem sobre a mitomania.Podendo não definir,mas orientá-los com a intençao de criar possibilidades e até dúvidas, sem claro gerar tendências que acabam massificando as escolas.Aqui reside uma das virtudes excepcionais de Paulo Freire: o antidogmatismo, a antimanipulação. O cientista social não pode impor sua opção aos demais. Se atua desta forma, apesar de afirmar sua opção pela libertação do homem e pela humanização,
“está trabalhando de maneira contraditória, isto é, manipulando; adapta-se somente à ação domesticadora do homem que, em lugar de libertá-lo, o prende.

"A esperança crítica do humanismo concreto nasce também do fato de o homem se descobrir presença criadora e, portanto, capaz de transformar a realidade em que está inserido. Nada de fatalismo, este é típico do homem que não objetiva uma realidade. Fatalismo e esperança se excluem. Quando aquele morre, esta nasce. “Uma esperança crítica que move os homens para a transformação.”
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

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10/09/2008 18h42
Fazer a Ponte: Curso Online

Fazer a Ponte

Curso Online
com a equipe de professores da
Escola da Ponte (Portugal)

De 20/10 a 05/12/2008

Inscreva-se JÁ!

O que dizem aqueles que participaram das primeiras turmas...

A Escola da Ponte, situada em Vila das Aves, Portugal, é hoje uma das mais importantes referências em educação básica em todo o mundo. A partir da publicação de uma série de artigos, e posteriormente um livro, por Rubem Alves ("A Escola Com que Sempre Sonhei Sem Imaginar que Pudesse Existir"), tornou-se conhecida de um público mais amplo, despertando a um só tempo curiosidade, espanto e esperança por conta de sua maneira peculiar de organizar o espaço e o cotidiano escolar e da excelência dos resultados que vem produzindo na vida de seus alunos nos últimos 30 anos.

Este curso oferece aos que dele participarem a oportunidade de conhecer melhor como funciona a Escola da Ponte, sua metodologia e prática educativa, com especial atenção aos aspectos relacionados ao desenvolvimento da autonomia, da motivação, da disciplina e da avaliação dos alunos. Espera-se que aqueles que participarem deste curso saiam dele não apenas com mais e mais detalhadas informações sobre a Escola da Ponte, mas principalmente que apliquem no seu cotidiano idéias, estratégias e procedimentos inspirados nesta outra forma de fazer educação.


Docentes

Professores da Escola da Ponte coordenados pelo prof. Cristiano Silva (atual coordenador), e assessorados pelo prof. José Pacheco.

Coordenação geral e tutoria: prof. Wilson Azevedo.


Programa

Ambientação Online
Escola da Ponte: uma visão geral
Fundamentos teóricos
Motivação dos alunos
Disciplina
Avaliação

Público-alvo

Educadores em geral, professores da rede pública e/ou privada de nível fundamental ou médio, estudantes de Pedagogia e profissionais da educação.

Pré-requisitos

Conexão estável e regular com a Internet.
Conhecimentos, em nível de usuário, de navegação na web e de uso de correio eletrônico (ler, redigir, responder e enviar mensagens).
Disponibilidade de 10 horas (2 horas por dia útil em média) ao longo de cada uma das 6 semanas de duração do curso.

Dinâmica de funcionamento do curso

A cada semana um tópico do programa de estudo será abordado. Os alunos deverão previamente ler uma breve entrevista com um grupo de professores da Escola da Ponte sobre o tema da semana e durante esta, em ambiente virtual de interação coletiva assíncrona, poderão perguntar diretamente a estes professores, numa espécie de "entrevista coletiva", esclarecendo dúvidas e colhendo mais informações sobre cada um dos tópicos do programa do curso.

Avaliação

Ao final do curso cada aluno procederá a uma auto-avaliação e preencherá e remeterá à coordenação um relatório de aprendizagem no qual descreverá o que de mais importante terá aprendido ao longo das suas 6 semanas de duração.


Investimento

O valor total da inscrição é de R$500,00 (aproximadamente 200 Euros), mas os 50 primeiros a se inscreverem terão um DESCONTO de 50% e pagarão apenas R$250,00 à vista por depósito bancário ou em até 10 (VISA), 12 (Mastercard) ou mesmo 15 (American Express) vezes no cartão de credito.


Escolas e secretarias de educação que inscreverem grandes grupos (mínimo de 10 inscrições) também terão desconto de 50% e pagarão apenas R$250,00 por inscrição, independente do fato de estarem entre os primeiros inscritos.


Formulários de Inscrição

Para pagamento com cartão de crédito

Para pagamento através de depósito bancário

Escolas e secretarias de educação (10 ou mais inscrições):
Enviar e-mail para informando nomes e endereços de e-mail daqueles que serão inscritos, além de CNPJ, Razão Social e endereço postal da instituição ou órgão público.

Respostas a Perguntas mais Freqüentes


Como serão as aulas?

Os alunos terão seus endereços eletrônicos colocados em um sistema de conferência eletrônica via e-mail com interface web. Através deste sistema os alunos receberão por e-mail mensagens dos professores e de outros alunos, interagindo tal como se estivessem em uma mesma sala de aulas presencial - estarão em uma "sala de aulas virtual". Logo no início do curso os alunos receberão um endereço e uma senha para acesso ao cronograma e ao programa detalhado do curso, bem como aos textos das entrevistas com professores da Escola da Ponte que deverão ser lidos pelos alunos de acordo com este cronograma/programa. Cada aluno deverá ir até este endereço e, ou ler em tela ou imprimir os textos para lê-los no papel, a critério do aluno. Ao longo de cada semana acontecerá uma espécie de "entrevista coletiva" em torno dos tópicos do programa, diretamente com os professores da Ponte, que responderão a perguntas dos alunos. Também a qualquer momento o aluno poderá entrar em contato individualmente com o coordenador, em caso de dúvida ou quando precisar de orientação.

Qual o horário das aulas?

O horário da conveniência do aluno. O sistema de conferência eletrônica permite que nos horários de sua preferência o aluno receba, responda e envie mensagens que serão, por sua vez, recebidas pelos professores e pelos demais alunos nos horários mais adequados a estes.

Haverá algum encontro presencial?

Não. Todas as atividades do curso serão desenvolvidas a distância, exclusivamente via Internet, utilizando os recursos disponíveis na própria rede.

Que conhecimentos de informática serão necessários para fazer este curso?

Apenas os conhecimentos rudimentares, em nível de usuário, de correio eletrônico (receber, responder e enviar mensagens via e-mail) e navegação em páginas web.

Nunca fiz um curso online antes. Posso ainda assim fazer este curso?

Sim. A primeira semana do curso será dedicada exatamente a um trabalho de ambientação online, acompanhado por um professor, em que os alunos serão apresentados à dinâmica de funcionamento do curso e experimentarão cada um dos recursos que nele serão utilizados. Será uma espécie de "pré-escola virtual" para "marinheiros de primeira viagem" em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem.

Quanto tempo o curso irá exigir do aluno?

O curso tem 60 horas-aula de carga horária e 30 dias úteis de duração. Portanto, EM MÉDIA, serão necessárias 2 horas-aula por dia útil. Recomendamos que o aluno separe um horário diário para dedicar-se à leitura dos textos, das mensagens distribuídas pelo sistema de conferência eletrônica, bem como para a redação de mensagens, o mais próximo possível desta média de 2 horas-aula por dia.

Quanto tempo precisarei ficar conectado à Internet para fazer este curso?

O aluno precisará conectar-se à Internet para baixar textos em páginas web e mensagens do sistema de conferência eletrônica via e-mail. Para ler os textos e participar do debate, lendo e respondendo mensagens, o aluno não precisará ficar conectado. Portanto, estima-se um total máximo de cerca de 12 horas de conexão ao longo de 30 dias úteis.

Quais os pré-requisitos para fazer este curso?

Por se tratar de um curso online, o requisito operacional mínimo é dispor de acesso regular, não eventual, à Internet. Por acesso regular entende-se a possibilidade de acessar diariamente a Internet por meio de uma conexão estável. Em geral, aqueles que conseguem navegar em paginas web e comunicar-se através de correio eletrônico (e-mail) dispõem deste requisito operacional mínimo. Além destes requisitos operacionais, o curso requer uma dedicação MÉDIA de duas horas diárias para leitura de textos e mensagens (circularão pelo sistema de conferencia eletrónica 20 mensagens por dia útil EM MÉDIA).

Haverá certificado?

Sim. Aqueles que concluirem todo o curso e entregarem até a última avaliação poderão solicitar, após o encerramento, um certificado de participação, constando a carga horária (60h). Porém, por se tratar de um curso livre, que não requer autorização nem credenciamento do Ministério da Educação, este certificado não possui valor acadêmico.

Será preciso instalar algum programa ou software especial?

Não. Ao longo das 6 semanas de duração total do curso o aluno precisará apenas de um programa de correio eletrônico, como o Outlook Express, e de navegação na web, como o Internet Explorer.

De que tipo de computador será preciso dispor para fazer o curso?

A rigor, um PC-compatível 486 ou superior equipado com sistema operacional Windows e um modem de no mínimo 14.400 bps representa a plataforma mínima necessária.





© 2000 - 2008 Aquifolium Educacional




























O que dizem aqueles que participaram das primeiras turmas do curso "Fazer a Ponte":




Depois de assistir a uma palestra do prof. Pacheco, muitas interrogações surgiram em minhas concepções do que é ensinar e do que é aprender... Por coincidência tive acesso ao curso pela Internet em seguida, onde pude aprofundar a grandiosidade do projeto da escola da Ponte através de pessos maravilhosas que também participaram do projeto... FOI MUITO BOM!!!!! Porém sinto que é difícl contar o que aprendi e conheci, só mesmo tendo contato com estas pessoas é que podemos perceber a paixão de ensinar e aprender...

Chris Vieira, Bragança Paulista - SP





Este curso vai mudar a forma como vê os alunos à sua frente. Palavras como liberdade, motivação, disciplina e respeito terão um novo significado prático.

Hugo Serrão, Portugal





Fazer a Ponte significou pra mim mudança de rota, implantação de nova metodologia de trabalho... Agora estou sendo chamado para dizer como fazer em outras escolas... Isso já é um grande reconhecimento de que foi importante ter conhecido tanta gente interessada em educação.

Fernando Arosa, Escola Parque - Rio de Janeiro - RJ





Através do curso online "Fazer a Ponte" senti o desejo de ser "Ponte" entre meus alunos e o conhecimento. Ser "PONTE" é se comprometer com o processo de transformação da realidade, alimentando um projeto comum de escola e sociedade. Aprendi que é possível fazer uma escola diferente.

Maria Angela, Sorocaba - SP





Nestes tempos incertos e de crises na educação, a possibilidade de conhecer experiências exitosas como a proposta pela Escola da Ponte, através da metodologia EaD, é de fato o que nos faz enquanto educadores, acreditar que educação é acima de tudo uma atividade diáletica, ou seja, precisamos conhecer através de outras experiências novas técnicas, novos valores, cotidianos, culturas. Isso foi o que me levou a participar deste curso, que me surpreendeu pela proposta construtiva de criar uma teia social, onde a troca de conhecimentos com outros educadores foi de fato rica e dinâmica.

Sandra H. Rodrigues, Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância, Fundação Joaquim Nabuco - Pernambuco





O Curso da Ponte on-line é bastante interessante, de boa qualidade. Além de ser muito dinâmico a gente tem possibilidade de interagir com pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo possibilitando trocas riquíssimas de experiências. O Curso foi tão bom que facabei indo conhecer de perto a Escola.

Luisa Delgado de Carvalho, Rio de Janeiro - RJ





O curso foi muito bom, com textos de excelente qualidade. Foi uma grande oportunidade para conhecer e debater com diferentes profissionais. Parece corrido, no início até me assustei... Mas dá para ser feito paralelo ao trabalho. Não deixe de acompanhar as discussões, mesmo que você não possa fazer algum comentário. Salve tudo que você receber e leia com tempo. Quando o curso terminou consegui reler tudo e refletir. Foi uma ótima maneira de compreender melhor o que se passa na Escola da Ponte. Eu adorei!

Fernanda Ignarra, São Paulo - SP





Fiquei realizada, com o curso Fazer a Ponte e quero participar sempre!!!

Margarete Frazn, Rio do Sul - SC





Se o curso FAZER A PONTE tivesse parte II eu faria de imediato a inscrição. Lá todo dia era especial, tinha sempre uma novidade, um gosto novo, um jeito de descoberta. Todo dia era dia de poder aprender ou de ensinar Mas sempre com organização! Que saudade!

Carmen Tereza, Pedagoga, São José dos Campos - SP





O curso da Ponte ajudou que eu mudasse o foco das questões de sala de aula. Precisamos aprender a ver o que os nossos alunos já sabem, valorizar esse saber pois só assim daremos força a um novo aprendizado. E o grande desafio: que nossos alunos gostem da escola e vejam sentido nela (depois de termos nós, professores, percorrido o mesmo caminho). O curso é bastante direcionado e com questões extremamente positivas para que construamos uma nova postura enquanto professores. Dica: organize seu tempo para fazer o curso.

Lívia Zanier, São Paulo - SP





Participar do curso "Fazer a Ponte" foi uma experiência muito interessante porque me ajudou a aprofundar minha forma de ver o lúdico na relação com o conhecimento e com os alunos. Isso foi possível porque as discussões e as leituras contemplaram tanto a dimensão teórica quanto prática, a partir do funcionamento da Escola da Ponte. Fiquei muito satisfeita com esse aprendizado, que considerei o início de um bonito caminho que quero trilhar no meu contato com a proposta da Ponte.

Jany Pereira, São Paulo - SP





O curso à distância é um desafio para nós que gostamos de estudar em tempo disponível para falar e relacionar com outros colegas educadores. Gostei muito do curso pois me proporcionou atualização, conhecimento de outras realidades, discussão de experiências riquíssimas vivenciadas por professores, gestores educacionais e conhecimento da Escola da Ponte, como também de outras. Discutimos temáticas importantes como políticas educacionais, currículo, gestão escolar, dentre outras. Foi uma capacitação muito importante para meu desenvolvimento profissional em 2006.

Dulcineia Carvalhães, Belo Horizonte - MG





Fazer a Ponte reflete uma experiência educacional que acontece em Portugal, século XXI, sugerindo um caminho possível para a nossa educação.

Conceição Viude, São Paulo - SP





Quando me inscrevi neste curso fiz com certo receio, por ser uma experiência nova para mim um curso a distância, mas o tema da Escola da Ponte me encantava por demais. Resolvi encarar o desafio e ser mais uma na rede interativa da EAD. O resultado foi maravilhoso pelo MUITO que aprendi "ouvindo" outros participantes do curso, acompanhando o "enredamento" de conversas que se completavam, contrapunham, inquiriam fazendo com que eu aprendesse muito nesse processo. Com relação ao tema da Escola da Ponta é encantador, um desafio que nos chama como profissionais da educação. Não vou me estender, mas insisto que participe da experiência e ouça com atenção o processo dinâmico e dialógico que a Escola da Ponte faz entre os professores, com os alunos e a comunidade escolar. Uma verdadeira ação construtivista.

Maria Célia Rossetto, Passo Fundo - RS





No curso Fazer a Ponte descobri um sem número de outras dimensões do conhecimento humano e das possibilidades da Educação a Distância. Mas, o que mais marcou foi a profundidade das interações que conseguimos manter com o grupo de professores daquela escola. As suas intervenções nos diálogos e bate-papos do curso tornaram transparentes a seriedade do trabalho que fazem e toda a estrutura, o funcionamento e as dimensões teórico-filosóficas e políticas da Escola da Ponte. Foi muito bom!

Felipe Gustsack, Depto de Educação - UNISC, Santa Cruz do Sul - RS





Ter feito o curso da Escola da Ponte foi para mim algo surpreendente, pois não imaginava que existisse uma escola Pública que recebesse alunos simples sem nenhuma particularidade. Esta Escola traz no seu contexto uma metodologia maravilhosa, a qual faz inveja a qualquer Escola de 1º mundo, pois os alunos são convidados a fazerem o seu plano de estudo dentro de um currículo sugerido por eles, sem prejudicar o currículo escolar. É maravilhoso saber que existe uma escola sem portões fechados, pois todos os alunos sabem da sua responsabilidade. Este curso foi uma das melhores coisas que já fiz na vida, pricipalmente por termos excelentes mediadores , textos convidativos e excelentes depoimentos. Digo que mudei muito e procuro sempre que possível solicitar dos meus alunos o que eles gostaríam de estudar e tem dado certo. É muito bom começarmos a ver o mundo e a educação com outros olhos, e estarmos preparados para aprendermos a aprender num estilo diferenciado.

Eliete Ferreira, Salvador - BA





Me inscrever no curso "Fazer a ponte" foi uma decisão rápida e segura, porque o site fornece informações precisas e convincentes da qualidade do curso e responsabilidade da equipe de professores e coordenadores. Essa experiência marcou minha vida profissional e pessoal, no sentido de querer sempre ser uma pessoa melhor. Fazer a ponte foi uma forma de interagir no mundo virtual e me envolver em debates educacionais que mexeram com minhas práticas pedagógicas. Portanto, não tenha dúvida: vamos fazer a ponte!!!!!!!!!!!

Elizabeth Menegolo, Vilhena - RO





O curso sobre a Escola da Ponte ajudou a me fortalecer e reconhecer como professora, percebendo que a ação educativa é o resultado de um trabalho responsável, consciente e urgentemente profissional.

Maria Alice Moreira Bampi, Florianópolis - SC





O curso Fazer a Ponte possibilitou-nos leituras, reflexões sobre a prática e a produção de novos conhecimentos pertinentesa ao trabalho escolar. É sempre bom e de interesse ouvir o que nossos colegas vivenciam e realizam no dia a dia da profissão. Isto traz novas idéias para o nosso trabalho. Recomendo aos colegas interessados a participação da proposta da Aquifolium.

Maria Lúcia, Belo Horizonte - MG




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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

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Curso de Avaliazação editora Construir

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ao planejar devemos levar sempre em conta.

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Planejar requer:

Pesquisar sempre;

Ser criativo na elaboração da aula;

Estabelecer prioridades e limites;

Estar aberto para acolher o aluno e sua realidade;

Ser flexível para replanejar sempre que necessário.

Ao Planejar devemos sempre levar em conta:

As características e necessidades de aprendizagem dos alunos;

Os objetivos educacionais da escola e seu projeto pedagógico

O conteúdo de cada série;

Os objetivos e seu compromisso pessoal com o ensino;


As condições objetivas de trabalho.



Adriana de Castro.

Formação continuada da editora Construir

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A Editora Construir realiza seu segundo encontro de Formação Continuada, aliás, evento de sucesso. Realizamos palestras e oficinas com reflexões necessárias para o planejamento.

A construção da prática pedagógica está ligada à concepção do homem e do conhecimento que fundamenta as relações cotidianas.

È necessário, portanto, compreender a função social da escola para propiciar ao aluno compreensão da realidade como produto das relações sociais que o homem produziu a partir de suas necessidades.

Que Bom dia 16/08 tem mais... mais...mais vamos compartilhar...Parabéns Ed.Construir pela iniciativa.



Adriana de Castro.

sábado, 2 de agosto de 2008

LINGUAGEM ESCRITA, HABILIDADES METALINGUÍSTICAS E O USO DA ORTOGRAFIA.

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Adriana de castro/Especialista em pedagogia neurocientifica
Membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento/Membro da Comunidade Cientifica /USP – São Paulo


A existência de uma forte relação entre aprendizagem da linguagem escrita e consciência lingüística é amplamente aceita na neurociência. Consciência lingüística deve ser aqui entendida como habilidade de refletir sobre A existência de uma forte relação entre aprendizagem escrita e consciência lingüística é a linguagem falada (Gombert, 1990; Maluf 2003).
A aquisição da linguagem escrita é um objetivo básico a ser alcançado na fase inicial de escolarização e dele depende o sucesso da aprendizagem escolar nas fases posteriores. O estudo do processo de aprender a ler e escrever envolve tanto as questões básicas do domínio do código alfabético, como as relacionadas à sintaxe, ou gramática e até mesmo ás literárias, que fazem parte da estrutura da língua.
Desde muito cedo a criança, imersa num meio social, aprende e utiliza a linguagem oral de man.

Desde muito cedo a criança, imersa num meio social, aprende e utiliza a linguagem oral de maneira espontânea e só mais tarde ele será capaz de manejar as organizações lingüísticas conscientemente, o que se denomina habilidade metalingüística. Isto ocorre de maneira espontânea e só mais tarde ele será capaz de manejar as organizações lingüísticas conscientemente, o que se denomina habilidade metalingüística.Isto não quer dizer a criança,antes desse domínio consciente,não tenha controle sobre a sua linguagem,mas é importante perceber dois momentos distintos no processo de aquisição da linguagem escrita a ocorrência de epiprocessos,designados também como conhecimentos implícitos e de metaprocessos,designados também como conhecimentos explícitos.
Os epiprocessos se instalam naturalmente durante o desenvolvimento. No nível lingüístico os comportamentos epilingüísticos da criança expressam conhecimentos implícitos sobre a língua, que podem ser detectados, por exemplo, em autocorreções observadas em crianças de dois e três anos (exemplo: quando a criança percebe que uma frase é agramatical, embora seja incapaz de corrigi-la), que muitas vezes são confundidos com conhecimento explícito ou comportamento metalingüístico. O que separa esses dois tipos de comportamento e mais do que diferença quantitativa, pois há uma diferença qualitativa nas atividades cognitivas envolvidas.
As atividades metalingüísticas são efetuadas conscientemente pelo sujeito e exigem habilidades de reflexão e autocontrole, por exemplo, corrigir a sintaxe de uma frase ou texto. A instalação das habilidades metalingüísticas depende de uma intervenção, normalmente de natureza escolar. Ler é uma atividade lingüística formal e sua aprendizagem requer que a criança desenvolva uma consciência explicita das estruturas lingüísticas que deverão ser manipuladas intencionalmente.
Desta forma. A aprendizagem da linguagem escrita difere radicalmente da aquisição da linguagem oral. Esta última é sustentada em grande parte por pré-programações inatas, biologicamente determinadas, que são ativadas automaticamente com contato da criança com a linguagem oral. Precocemente a criança aprendeu a falar e entender o idioma de seu grupo social, sem, contudo, conhecer conscientemente a estrutura formal (fonológica e sintática) da língua, ou regras que aplica no tratamento dessa estrutura, não lhe sendo possível fazer um trabalho intencional de instalação de novos conhecimentos (Gombert, 1999).
Por outro lado, o simples contato, mesmo que prolongado, com a escrita, não é suficiente para instalar no indivíduo esse segundo nível de abstração. Uma criança nascida num meio social no qual a leitura e a escrita são hábitos rotineiros, desenvolveria algumas aprendizagens implícitas sobre a linguagem escrita, mesmo antes do início da alfabetização escolar. Porém, será preciso um reforço para colocar em prática as habilidades de controle intencional dos tratamentos lingüísticos, necessários para a aprendizagem da escrita propriamente dita. Desta forma, a tarefa de aprender a escrever não está restrita à instalação de habilidades específicas ou tratamento de percepções lingüísticas visuais,mas compreende a instalação de habilidades metalingüísticas,que abragem os aspectos fonológicos,sintáticos,semânticos e ortográficos da linguagem escrita.
Com efeito, é nos primeiros anos de vida que se instalam os processos lingüísticos de conhecimento implícito a partir dos quais as crianças chegarão a analise consciente de linguagem, indispensável para aprendizagem da leitura e da escrita. O estudo e compreensão desses processos devem propiciar a criação de práticas de educaçãocompreensão desses processos devem propiciar a criação de práticas de educação mais bem sucedidas e favorecendo a aprendizagem da língua escrita.
Crianças que se encontrão no processo de apropriação da escrita, depois de vencer a etapa do código escrito o novo usuário da escrita, passa a enfrentar novos desafios: os erros ortográficos. Tal desafio se da porque o sistema de escrita utilizado (alfabeto) representa uma seqüência de sons e não diretamente o significado da palavra, como acontecia na escrita pictográfica. Para o aprendente é uma tarefa complexa, pois deve perceber que a palavra falada e a escrita estão relacionadas.
Há uma distinção entre a língua que se fala e a língua que se escreve e essa requer algumas aquisições e percepções para que possa ser aprendida. Apesar de o relacionamento da fala e escrita existir no sistema, nem sempre a escrita é uma representação direta de letra e som. A escrita alfabética ou fonética, segundo Caglian e Caglian (1999), esbarrou no problema da variação lingüística, e a forma encontrada para solucionar esse problema foi a criação da ortografia. A escrita fonética consiste em representar os sons da fala e a variação lingüística acontece quando, dentro de uma mesma língua, pronuncia-se a mesma palavra de diferentes modos. A palavra *baldi* pode ser escrita *baudi*,*baudii*,ou ainda *barde*,entre outras formas, se sua escrita dependesse da pronúncia de diferentes regiões do Brasil. Com a forma ortográfica adotada, porém, ela deve ser escrita sempre da mesma forma.
Conforme Morais (1996) e Caglian e Caglian (1999),a ortografia é uma convenção criada dentro da língua escrita para que seus usuários possam comunicar-se da maneira eficiente,evitando variações na escrita e confusões de significado,já que os mesmos usuários podem adotar diferentes maneiras de falar a mesma palavra.O sistema gráfico que utilizamos permite que a escrita seja compreendida por todos aqueles que sabem ler e que a leitura possa ser realizada de forma fluente,mas não significa que utilizar o sistema ortográfico seja algo simples.
Faraco (1997) descreve as dificuldades que se pode encontrar na aquisição da grafia correta. Dizer que o sistema gráfico é alfabético significa que as unidades gráficas ( letras) representam unidades sonoras ( consoantes e vogais) e as palavras são escritas relacionando-se a grafia com a fala.Mas esse sistema não é uniforme e apresenta arbitrariedades o que obriga o usuário da língua a memorizar a escrita correta da palavra.Outras dificuldades apontadas pelo mesmo autor se dão em palavras em que a pronúncia da língua mudou,mas a grafia não, como o caso do * L * ao final da sílaba como * mal* e * mau*, *cauda* e *calda*.No Brasil a pronúncia atual enfatiza o som de * u*,não foi sempre assim,anteriormente era, como em Portugal,onde as pronúncias do *L* e do *U* são bem diferenciadas. Para eles, não há dificuldade em escolher a letra certa para escrever, pois a diferença está na fala.
Para investigar possíveis dificuldades encontradas na ortografia, Zorzi(1998) analisou a produção escrita de crianças das quatros primeiras séries,do ensino fundamental,procurando verificar a trajetória da apropriação da escrita por eles e apontar os principais erros apresentados.Sua categorização considera como dificuldades na apropriação ortográfica os erros decorrentes da possibilidade de representações múltiplas das letras,quando o som pode ser representado por diversas letras(fonemas * S* podem ser escritos por *s*,*c*,*ç*) ou uma mesma letra pode ser estar representando diferentes sons em palavras diferentes( a letra *c* pode valer pelo fonema *s* ou fonema *k*),as alterações na escrita dos alunos se dão pelo ato de não haver forma fixa ou única de representações gráficas desses sons.
Uma outra dificuldade bastante comum observada se deve à generalização de regras, em que o estudante generaliza certos procedimentos que aprendeu e emprega uma regra de forma errônea utilizando-a de forma inadequada, como: ao perceber que certas palavras pronunciadas com “i” podem ser escritas com “e” – dizemos “minino” e escrevemos “menino” – pode generalizar a regra e escrever “cenema” no lugar de “cinema”. Outras formas de analisar os erros foram categorizadas como alter.
”. Outras formas de analisar os erros foram categorizadas como alterações ortográficas decorrentes do apoio na oralidade (dormir/durmir), omissões de letras (bombeiro/bombero), junções não convencionais de palavras (às vezes/asvezes), confusão entre “am” e “ão”, substituições de letras surdas e sonoras como t/d (perdido/perdito), acréscimo de letras (fugiu/fuigiu), letras parecidas (medo/nedo), inversão de letras (pobre/pober), entre outras dificuldades particulares.
Zorzi (1998) verificou que há distintos graus de conhecimento ortográfico que se vão aprofundando conforme a oportunidade que a criança tem de interagir com a escrita. A presença de muitos tipos de erros associada à alta freqüência deles pode indicar, segundo esse autor, dificuldades de aprendizagem.
As dificuldades para aprender a escrever podem estar ligadas a diversos aspectos, e no estudo realizado por Sisto (2001) para validação de um instrumento de verificação de dificuldades de aprendizagem em escrita o autor chama a atenção para a questão da automatização do erro que, pela repetição sistemática, sem correção ou reflexão sobre pode-se tornar de difícil correção. Assim, na segunda série o erro na escrita pode não estar muito automatizado como estaria na terceira série da primeira fase do ensino fundamental.
Nota-se que o domínio ou a apropriação da escrita correta configura-se como uma etapa complexa para o indivíduo que está sendo alfabetizado. O estudo da ortografia tem chamado a atenção de vários pesquisadores, inclusive eu por ser necessária na comunicação fluente em linguagem escrita. Não é impossível, mas se torna mais difícil com o uso da internet (meio de comunicação em que se tem uma linguagem própria).
O uso do reconhecimento de palavras como uma atividade presente nas escolas e nos trabalhos de pesquisas na área educacional visa a compreender o fenômeno de aquisição da leitura e da linguagem escrita. Segundo Citoler (1996), o reconhecimento de palavras ou a decodificação implica a discriminação das letras isoladamente e em grupo e a capacidade do indivíduo de compreender como se relacionam os símbolos gráficos e os fonemas. Considera a decodificação uma operação de nível inferior entre os processos de leitura, sendo o ponto de partida ou condição primária para a aprendizagem da leitura. Nessa perspectiva a operação deve ser automatizada pelo leitor para que obtenha uma leitura fluente. A automatização do reconhecimento de palavras permite que o leitor desvie a atenção excessiva de uma operação de nível inferior para execução de outras de nível superior que se refere à compreensão e interpretação das palavras e dos textos.
Cagliari (1998) reporta-se à necessidade de decifrar a escrita mesmo antes de ser capaz de escrever ortograficamente, pois acredita que é mais fácil decifrar e ler do que escrever. Relata ainda que algumas condições devam ser dadas ao aluno para decodificar a escrita. Condições como conhecer o funcionamento do sistema de escrita, saber o nome das letras, memorizar o alfabeto, conhecer a organização gráfica das letras, identificar para que sirvam as letras, saber como se correspondem com os sons e ter conhecimento sobre a ortografia. Para Kingeski (2002), o reconhecimento de palavras está associado ao processo de decodificação da palavra durante a leitura e a escrita. A eficiente decodificação das palavras é relacionada, por alguns autores, a uma melhora significativa na aprendizagem de leitura e de escrita. Observa ainda que o reconhecimento de palavras se relacione com a leitura literal que antecede a leitura crítica.
Diferentes pesquisas vêm sendo desenvolvidas no contexto do reconhecimento de palavras, em diversos países (Agozine & Lockavitch, 1998; Chard & Osborn, 1999; Juel & Midden-Cupp, 2000; Kingeski, 2002; Pressley, 2001, entre outros). No entanto, as pesquisas com o público de jovens e adultos que estão relacionadas ao reconhecimento de palavras, leitura e escrita têm sido pouco exploradas, visto que há vasta literatura voltada para a pesquisa com o público infantil. Entre os estudos que enfocaram a população de jovens e adultos e o reconhecimento de palavras, pode-se citar o trabalho de Pufpaff, Blischak & Lloyd (2000), que demonstraram que a identificação de palavras com ortografia convencional era mais bem-reconhecida por adultos com retardo mental do que as palavras que tinham a ortografia modificada propositadamente. Davidson & Strucker (2002) verificaram adultos que aprendem o inglês como segunda língua e advertiram para que o professor esteja ciente, por meio de testes, do que os alunos sabem e como aplicam esses conhecimentos para ler. Sabatini (2002) verificou o papel da avaliação de velocidade em prejuízo do reconhecimento de palavras entre adultos que tinham diferentes níveis de habilidade de reconhecer palavras, verificando que houve diferenças no desempenho da velocidade e na exatidão da leitura entre os grupos.
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No Brasil, dados interessantes relacionaram a aprendizagem de crianças e adultos no trabalho realizado por Araújo (1990), que abordou a questão da aquisição da escrita sob o aspecto do funcionamento da linguagem. Entre outros objetivos verificou se havia diferenças na alfabetização de crianças e adultos. Suas conclusões foram de que o processo de alfabetização de crianças e adultos apresenta muito mais semelhanças do que diferenças.
Jaeger, Schossler e Wainer (1998) compararam a escrita de crianças e adultos a fim de verificar se existiam diferenças significativas na produção de um ditado de palavras. Concluíram, por meio de análises estatísticas dos dados, que os adultos tiveram maior dificuldade na realização da atividade proposta e que o tipo de erro cometido pelo adulto é amplo envolvendo trocas e omissões de letras e escrita de acordo com a fala. Os resultados encontrados levaram os autores a sugerirem estudos mais aprofundados quanto à existência ou não de períodos críticos para a aprendizagem de certas habilidades cognitivas e maiores investigações no contexto de aprendizagem de adultos.
Implicações educacionais também poderiam ser discutidas com maior atenção na educação de jovens e adultos. Segundo Morais (1997), os erros de correspondência de letra a partir da terceira série (quarto ano do ensino fundamental) devem ser encarados como falha na alfabetização, uma vez que se espera que o aluno já domine regras ortográficas e considere o contexto para a escrita correta. Da mesma forma, Sisto (2001) aponta que, ao se analisar a escrita de alunos, deve-se observar se essas dificuldades apresentam estabilidade e persistência ao longo da experiência escolar, pois seriam mais comuns nas séries em que iniciam a aprendizagem. A ocorrência da repetição do erro por diversas séries levaria ao automatismo do erro e maior probabilidade de a grafia não ser corrigida.




Referências
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

O papel da escola para a vida.

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Há uma contradição entre a escola que educa para acumulo de informações, que guarda informações e uma sociedade que quer a reação destas informações. Portanto, é importante transformar o sistema educacional para ensinar com vivencias ligadas à realidade do aluno e acabar com este sistema que poda ou tira o prazer de aprender.

Vale lembrar que a memória mecânica busca atualização, então não guarda dados anteriores, por isso a necessidade de se fazer um paralelo entre a memória mecânica com a memória de compreensão em que o professor passe do grande conhecedor para o facilitador que se posiciona como modelo. O professor é um modelo para seu aprendiz seja positivo ou negativo, como sabemos um exemplo vale mais que qualquer palavra.

O interessante é que na criança a aprendizagem ocorre através da observação, experiências e imitação e o adulto é seletivo só aprende o que interessa. A partir daí percebemos a utilização das informações que adquirimos e que não alcança o verdadeiro objetivo de se adquirir conhecimento. Vemos uma base educacional que não proporciona ao educando saberes necessários para ser agente de sua própria história, não se formula experiências e nem se adota critérios para preparar o aprendiz para um mundo opcional. O adolescente não foi capacitado para pensar e nem se coloca ênfase nas atitudes das crianças valorizando-as em suas experiências coletivas no espaço/escola.

*Não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar*É preciso ensinar como agir com o computador e não a matéria de computação na sala de aula ou dar significado a aprendizagem para que se possa educar para o futuro.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Curriculum

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Pedagoga/educadora-graduada em letras pela UNIBE/MG e pedagogia pela UEG/GO, Neuropedagoga membro da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento) e membro da Comunidade de Pesquisa Cientifica da USP/SP,pós-graduada em gestão escolar pela PUC/SP, especialista em psicologia da educação pela UFU/MG. Atuando a 19 anos na coordenação pedagógica de ensino fundamental II e médio, assessorando professores, alunos e pais. Possui vivência na execução de planos e projetos pedagógicos, organizando de forma prática, o planejamento e cronograma, orientando o professor no programa anual de conteúdos e suas fundamentações, bem como realização de projetos nas as áreas específicas e de estruturas de apoio objetivando a interdisciplinaridade. Consultora Pedagógica, ministra cursos de formação, palestras, e seminários.

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